Essa história me foi contada há muitos anos atrás quando eu estudava na escola onde trabalho hoje. Dizem que logo que a escola foi construída, lá pelos idos dos anos 60, estudava na escola uma menina chamada Maria. Era uma boa aluna a Maria, quieta, estudiosa. Acontece que perto da escola passa uma rodovia que na época não era muito movimentada, mas mesmo assim muitos veículos passavam por ali. Um dia a menina ia para a escola com seus pais, quando um caminhão apareceu em alta velocidade. A mãe de Maria a empurrou, salvando-a da morte, mas...Maria ficou órfã.
Com o passar do tempo Maria começou a ficar estranha. Batia nos colegas, maltratava animais...dizem que tudo por conta do choque que sofreu ao assistir a morte dos pais. As crianças da escola não queriam nem saber, logo apelidaram Maria: " Maria louca, Maria louca..." era o que mais se ouvia pelos corredores da escola. E ela, para fugir de tudo isso, se escondia no banheiro. Uns diziam que era para chorar, outros dizem que ela escrevia segredos nas paredes...
Numa sexta-feira seguiu-se o ritual de sempre. O apelido de Maria era ouvido até por quem passava na rua e as crianças cruéis, gargalhavam ao redor dela...num círculo ainda mais enlouquecedor. Maria fugiu para seu esconderijo e lá ficou. O tempo passsando, terminou o recreio, ninguém sentiu falta de Maria.
A diretora deu o sinal, todos foram para casa. O portão da escola foi fechado.
Silêncio...solidão...
Ao abrir a porta do banheiro na segunda-feira, o sangue foi manchando o sapato da diretora...somente uma poça de sangue e marcas de unhas nas paredes...
E Maria? Nunca mais foi vista...
Sei lá o que vou escrever aqui, eu nunca sei o que vem depois de agora!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Encontros, desencontros, reencontros...
O coração batia acelerado naquela sexta-feira.
Depois de 10 anos ele a veria novamente.
Reencontrar sua turma da escola era para ele o momento certo de falar aquele texto decorado durante os anos que se passaram. Nenhuma namorada séria, somente casos sem sentido que faziam com ele percebesse que sim, já havia amado uma mulher.
" Pri, eu te amo, sempre te amei e quero te dizer isso porque eu vivi esses últimos 10 anos te esperando e hoje, somente hoje, quero que você seja minha" . Ponto.
A mesa do bar era pequena para o tamanho daquela saudade. Cada um contando o que estava fazendo da vida. Alegrias e decepções, todos ali tinham. Os caras de um lado lembrando das partidas de futebol, as meninas do outro falando sobre casamento, planos de ter ou não filhos.
Ele ali, olhando o relógio, vendo o tempo passando. Ela lá, do outro lado da mesa falando sobre algum assunto que ele não conseguia ouvir, só observava os lábios mexendo-se naquele ritmo inesquecível.
Assuntos findados pairou no ar um silêncio. O mais engraçadinho puxa o assunto:
- E os namoros daquela época?
Ali estava a brecha.
- Pri, eu. Ponto.
Do outro lado da mesa Priscila sentencia:
- Vamos falar do presente, quem vive de passado é museu.
Ponto. O texto acabou.
Depois de 10 anos ele a veria novamente.
Reencontrar sua turma da escola era para ele o momento certo de falar aquele texto decorado durante os anos que se passaram. Nenhuma namorada séria, somente casos sem sentido que faziam com ele percebesse que sim, já havia amado uma mulher.
" Pri, eu te amo, sempre te amei e quero te dizer isso porque eu vivi esses últimos 10 anos te esperando e hoje, somente hoje, quero que você seja minha" . Ponto.
A mesa do bar era pequena para o tamanho daquela saudade. Cada um contando o que estava fazendo da vida. Alegrias e decepções, todos ali tinham. Os caras de um lado lembrando das partidas de futebol, as meninas do outro falando sobre casamento, planos de ter ou não filhos.
Ele ali, olhando o relógio, vendo o tempo passando. Ela lá, do outro lado da mesa falando sobre algum assunto que ele não conseguia ouvir, só observava os lábios mexendo-se naquele ritmo inesquecível.
Assuntos findados pairou no ar um silêncio. O mais engraçadinho puxa o assunto:
- E os namoros daquela época?
Ali estava a brecha.
- Pri, eu. Ponto.
Do outro lado da mesa Priscila sentencia:
- Vamos falar do presente, quem vive de passado é museu.
Ponto. O texto acabou.
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