O coração batia acelerado naquela sexta-feira.
Depois de 10 anos ele a veria novamente.
Reencontrar sua turma da escola era para ele o momento certo de falar aquele texto decorado durante os anos que se passaram. Nenhuma namorada séria, somente casos sem sentido que faziam com ele percebesse que sim, já havia amado uma mulher.
" Pri, eu te amo, sempre te amei e quero te dizer isso porque eu vivi esses últimos 10 anos te esperando e hoje, somente hoje, quero que você seja minha" . Ponto.
A mesa do bar era pequena para o tamanho daquela saudade. Cada um contando o que estava fazendo da vida. Alegrias e decepções, todos ali tinham. Os caras de um lado lembrando das partidas de futebol, as meninas do outro falando sobre casamento, planos de ter ou não filhos.
Ele ali, olhando o relógio, vendo o tempo passando. Ela lá, do outro lado da mesa falando sobre algum assunto que ele não conseguia ouvir, só observava os lábios mexendo-se naquele ritmo inesquecível.
Assuntos findados pairou no ar um silêncio. O mais engraçadinho puxa o assunto:
- E os namoros daquela época?
Ali estava a brecha.
- Pri, eu. Ponto.
Do outro lado da mesa Priscila sentencia:
- Vamos falar do presente, quem vive de passado é museu.
Ponto. O texto acabou.