Essa história me foi contada há muitos anos atrás quando eu estudava na escola onde trabalho hoje. Dizem que logo que a escola foi construída, lá pelos idos dos anos 60, estudava na escola uma menina chamada Maria. Era uma boa aluna a Maria, quieta, estudiosa. Acontece que perto da escola passa uma rodovia que na época não era muito movimentada, mas mesmo assim muitos veículos passavam por ali. Um dia a menina ia para a escola com seus pais, quando um caminhão apareceu em alta velocidade. A mãe de Maria a empurrou, salvando-a da morte, mas...Maria ficou órfã.
Com o passar do tempo Maria começou a ficar estranha. Batia nos colegas, maltratava animais...dizem que tudo por conta do choque que sofreu ao assistir a morte dos pais. As crianças da escola não queriam nem saber, logo apelidaram Maria: " Maria louca, Maria louca..." era o que mais se ouvia pelos corredores da escola. E ela, para fugir de tudo isso, se escondia no banheiro. Uns diziam que era para chorar, outros dizem que ela escrevia segredos nas paredes...
Numa sexta-feira seguiu-se o ritual de sempre. O apelido de Maria era ouvido até por quem passava na rua e as crianças cruéis, gargalhavam ao redor dela...num círculo ainda mais enlouquecedor. Maria fugiu para seu esconderijo e lá ficou. O tempo passsando, terminou o recreio, ninguém sentiu falta de Maria.
A diretora deu o sinal, todos foram para casa. O portão da escola foi fechado.
Silêncio...solidão...
Ao abrir a porta do banheiro na segunda-feira, o sangue foi manchando o sapato da diretora...somente uma poça de sangue e marcas de unhas nas paredes...
E Maria? Nunca mais foi vista...