No auge de seus 30 anos, Márcia se sentia feliz voltando da entrevista que lhe daria o cargo dos seus sonhos.
Ao entrar no elevador cumprimentou discretamente o homem que já se encontrava lá. Como toda mulher de 30 anos se pôs a analisar o sujeito. Não parecia muito novo. Baixo, magro e concentrado. Longe de um deus grego.
Um leve tremor e a luz apagou. O elevador parara no 5º andar.
Ao mesmo tempo os dois se dirigiram ao botão do elevador. Desculpas de ambos os lados.
Uma voz ao fundo avisa que a assistência técnica vai demorar.
Os dois sentam, evitando encostar um no outro.
- Quente aqui não? - Ele tenta puxar papo.
- É. - Responde Márcia monossilábica.
- Qual seu nome? - Arrisca ele na busca de uma conversa que encurte o tempo perdido.
- Márcia.
- Bonito nome.
Algum tempo depois sentados no avião rumo à lua de mel, ambos relembram o 1º encontro.
Um comentário:
Bah, bem melhor! Gostei. Mas uma coisa é preciso ressaltar:
Nos sarcasmos(tragédias), teus textos ficam mais criativos. Esse foi um pouco "óbvio".
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