O cheiro do ingazeiro foi suficiente para Marcelo lembrar-se da infância. Um tempo doce em que o vazio de sua casa contrastava com alegria que vinha da rua, repleta de amigos e (felicidade) sorrisos.
Subir na árvore, pegar o ingá. Sentir o gosto. Dividir com os amigos, mas guardar sempre o melhor.
Olhar as meninas com admiração. Como podiam ser tão coloridas?
Ao ver cair o pé de ingá, desligou a moto-serra e disse ao patrão: " terminei".
Um comentário:
Sinistro. Mais ainda pelo fato de que a arvore que foi derrubada na Pascoa, era tua amiga.
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